Sinopse - "O cadáver de uma jovem cientista descoberto na jaula de um centro de estudos de primatas, provavelmente espancado por um chimpanzé. Os restos mortais de uma família de neandertais, assassinada por um primitivo homem de Cro-Magnon, achados no topo de uma montanha nos Alpes. O assassino de crianças Gregory Carnot encontrado morto em sua cela, na cadeia. Um ginecologista especializado em genética selvagemente assassinado dentro de casa. Que elo invisível une esses crimes atrozes, cometidos com trinta mil anos de diferença? Os policiais Lucie Henebelle e Franck Sharko se lançam numa investigação em conjunto. Destroçados pelas terríveis experiências que compartilharam, devorados e estimulados pelo ódio, Lucie e Sharko seguem a trilha da Evolução das espécies, num suspense arrebatador que os conduzirá às origens do Mal". 
Essa resenha contêm spoilers do livro Síndrome E.

Minha opinião -  No final do livro Síndrome E temos o sequestro das filhas de Lucie, quando Frank estava se preparando para declara-se para Lucie. O início desse livro é uma extensão dos acontecimentos do final do anterior. Lucie torna-se um "zumbi" atrás de informações sobre a filha, tendo que visitar diversos IMLs sempre que são notificados de encontrar um corpo de criança. Os primeiros capítulos de "Gataca" são extremamente emocionais, principalmente por estarem diretamente relacionados com a protagonista.
"Espero que não seja uma de minhas filhas, por piedade, que não seja uma de minhas filhas". (p.11)"A menina estendida lá dentro não é uma de minhas filhas". (p.12)"Não é minha filha. É outra menina. Outros pais logo estarão sofrendo em meu lugar". (p.13)
Lucie se torna um ser que não vive mais, apenas sobrevive. A busca implacável, a falta de descanso, os pensamentos melancólicos. O desespero. Frank também se torna uma carcaça. A culpa o domina constantemente e ele simplesmente perde a "centelha" que havia conquistado no livro anterior.  Dois seres que caminham mecanicamente todos os dias. 
Ocorre uma passagem de tempo e surge um caso que deveria ser simples de ser resolvido. Uma jovem que está finalizando a sua tese é brutalmente assassinada. Ao buscar respostas para esse e outros crimes, os dois protagonistas se veem envolvidos em uma trama que remonta mais de 30 mil anos.
O autor dessa vez fala da violência de um ponto de vista genético e evolutivo. Os leitores que não tem conhecimento sobre DNA não precisam se preocupar, pois a escrita foi construída de modo que a linguagem científica ficasse fácil e auto-explicativa. 
Como fator marcante nessa obra é o modo como o autor entrelaça todas as subtramas do livro, costurando todos os elos de maneira inteligente.
A fragilidade dos protagonistas consegue trazê-los mais próximos ao leitor. Existem diversos momentos na trama que queremos consolar tanto Lucie quanto Frank. A humanidade transborda dos dois. É bonito e ao mesmo tempo triste de se ler.
A obra ainda traz descrições fortes e impactantes, deixando claro que essa série não é para qualquer leitor. É preciso estar preparado para absorver as cenas violentas sem se abalar muito.
Para os leitores brasileiros há um detalhe muito legal: Manaus é um ponto muito importante da trama e o autor traz os leitores à nossa floresta verde e amarela. 
Em relação a revisão, diagramação e layout a editora fez um trabalho excelente. No cabeçalho de cada página temos as bases que compõem o nosso DNA, enriquecendo ainda mais o livro. A capa é simples, mas novamente, totalmente relacionada a trama. Até mesmo o título do livro é um inteligente jogo de palavra (pensem nas bases do DNA).



Edição: 1
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580573855
Ano: 2013
Páginas: 432
Tradutor: Mauro Pinheiro
Skoob: aqui
Avaliação: 5

7 Comentários

  1. Oi, :)

    Não acompanho a série, na verdade nunca ouvi falar sobre ela - e olha que sempre fico atenta aos lançamentos da Intrínseca =*

    Sinceramente, não sei se seria uma leitura que eu faria, pelo menos não na fase literária que estou agora =P

    ~> Beijusss...;*

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  2. Oi Dayane, tudo bem?
    Essa série não é um tipo de leitura para qualquer público, graças as suas fortes cenas, mas é um ótimo livro.
    Obrigada pelo comentário.
    Beijos

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  3. Tudo sim Carolina, e você? :)

    Então, nessa parte da sua resenha, que você diz que o leitor precisa absorver sem se impactar tanto com algumas cenas... já percebi que não era pra mim! rs' Não tenho 'estômago' acho, principalmente porque as vezes um livro, quando bem escrito, pode fazer essa cena parecer mais real do que um filme na minha cabeça =P

    Por nada ;)

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  4. Lendo a resenha, lembrei de um livro que li chamado Ossos...que achei sensacional. Não sou o tipo de pessoa que tem o estômago forte...mas eu adoro livros assim, investigativos, que me lembram as séries americanas como Bones ou CSIs. Essa é uma série que eu leria com certeza...mas não agora, pois estou cheia de livros por aqui...rs.

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  5. Oiiiiii não é o tipo de livro que costumo ouvir e a sinopse n me conquistou mas nunca podemos dizer nunca né?! Hehehehehehe
    Quem sabe um dia!

    Bjoooos

    muitospedacinhosdemim.blogspot.com.br

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  6. Mesmo a história parecendo ser muito interessante, eu ainda prefiro um romance ou chick lit ]: ahsdiuahisudhuaishdhuasid.
    Ainda assim, creio que deve ser uma ótima dica pra quem curte leituras mais "fortes" e violentas.

    www.inconstantecontroversia.blogspot.com

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  7. Ganhei o A Síndrome E numa promo de um blog que adoro, fiquei mais feliz agora sabe? Não vou precisar me descabelar para ler o primeiro volume ahahah tenho na estante amém.
    Espero gostar tanto quanto você, apesar de temas policiais nem sempre serem meus prediletos rs e olha que tenho irmão policial na família kkkkk

    Beijos,
    Jhey
    www.passaporteliterario.com

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