Resenha || Livre - A jornada de uma mulher em busca do recomeço - Cheryl Strayed


Editora: Objetiva
Páginas: 376
Aos 22 anos, Cheryl Strayed achou que tivesse perdido tudo. Após a repentina morte da mãe, a família se distanciou e seu casamento desmoronou. Quatro anos depois, aos 26 anos, sem nada a perder, tomou a decisão mais impulsiva da vida: caminhar 1.770 quilômetros da chamada Pacific Crest Trail (PCT) – trilha que atravessa a costa oeste dos Estados Unidos, do deserto de Mojave, através da Califórnia e do Oregon, em direção ao estado de Washington – sem qualquer companhia. Cheryl não tinha experiência em caminhadas de longa distância e a trilha era bem mais que uma linha num mapa. 
“Minha caminhada solitária de três meses pela costa oeste teve muitos começos. Houve a primeira decisão repentina de fazê-la, seguida pela segunda resolução, mais séria, de realmente realizá-la e então o longo terceiro começo, composto de semanas de compras, empacotamento e preparação. Mas, na realidade, minha caminhada começou antes de eu sequer imaginar empreendê-la, mais precisamente quatro anos, sete meses e três dias antes, quando estava em um pequeno quarto da Clínica Mayo, em Rochester, Minnesota, e soube que minha mãe ia morrer”, escreve a autora.
Bobbie, a mãe de Cheryl, era uma saudável vegetariana não fumante, que morreu aos 45 anos, exatos 49 dias depois do diagnóstico de câncer de pulmão. “Sempre soube que minha mãe havia partido muito jovem. Mas só agora, aos 44 anos, prestes a completar a mesma idade, é que me dou conta do quanto ela era jovem”, diz a autora. Seu pai era um homem violento, que saiu de casa abandonando a mulher com os três filhos, quando Cheryl tinha apenas seis anos, a irmã Karen, nove, e o irmão Leif, dois. “Nosso pai nos maltratava, era tirânico. Minha mãe era ‘minha heroína’, mas eu estava determinada a não seguir seu exemplo.”, conta a autora, atualmente mãe de dois filhos e feliz em seu segundo casamento.

Após a perda de sua mãe, Cheryl fica completamente sem chão! Bobbi morre jovem, aos quarenta e quatro anos de câncer e isso realmente abala muito Cheryl que de uma hora para outra meio que surta; não consegue parar em emprego, tem problemas com o marido, usa drogas e tantas outras coisas.. Isso tudo quando ela para e resolve caminhar do México ao Canada literalmente. Com esse tempo de "caminhada" que Cheryl resolve fazer, ela pode lidar com seus sentimentos e consigo mesma de maneira intensa e direta, afinal ela precisa se entender com seu eu, depois de tantos transtornos e problemas que ela mesma acabou causando a si desde que sua mãe partira.

Uma leitura intensa que promete mexer com os leitores mais céticos, pois em meio a tantos problemas vividos por Cheryl algum certamente irá te tocar e até mesmo fazer com que se identifique remetendo a grandes reflexões que talvez o façam lidar melhor com algum problema a muito deixado de lado e doendo feito uma unha encravada!
A escrita da autora é outro ponto forte, pois em uma trama como a proposta neste livro, se o autor não tiver o "gingado" necessário, o que seria ouro, torna-se chato e arrastado; o que não é o caso!

Recomendo Livre para leitores que estão em busca de autoconhecimento e uma história forte e real!

5 comentários

  1. Muito interessante, gosto de livros e filmes de superação e coragem. Vou tentar comprar esse livro para começar a ler logo.

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  2. O livro parece ser bem interessante, apesar da capa ser muito sem graça!!!


    Bjssssssss

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  3. Achei o livro bastante interessante!
    Porém achei o livro um pouco monotomo, mais quem sabe um dia eu leio né!!?.

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  4. Eu fiquei interessada pelo livro assim que vi o trailer do filme, parece ser muito bom mesmo não sendo o que estou lendo ultimamente.
    Mas a história parece ser bem tocante e comovente, ler tudo o que a personagem vai passar.

    Xoxo

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  5. Oiee!
    Se não tivesse lido sua resenha nunca poderia imaginar que o livro é tocante.
    A capa não me agradou nem um pouco mas até que gostaria de ler este livro, não que vá ser uma leitura para agora, porém não descarto lê-lo mais pra frente.
    Bjokas!

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