Resenha: A Desconhecida - Mary Kubica

Editora: Planeta
Páginas: 352
Ano: 2017
Gênero: Ficção / Literatura Estrangeira / Suspense e Mistério
Onde Comprar: Amazon 

*Acervo pessoal
Sinopse: Mais um instigante thriller psicológico da mesma autora de A Garota Perfeita, best-seller do The New York Times Todos os dias, a humanitária Heidi pega o trem suspenso de Chicago e se dirige ao trabalho, uma ONG que atende refugiados e pessoas com dificuldades. Em uma dessas viagens diárias ela se compadece de uma adolescente, que vive zanzando pelas estações com um bebê. É fato que as duas vivem nas ruas e estão sofrendo com a fome, a umidade e o frio intenso que castigam Chicago. Num ímpeto, Heidi resolve acolher Willow, a garota, e Ruby, a criança, em sua casa, provocando incômodo em seu marido e sua filha pré-adolescente. Arredia e taciturna, Willow não se abre e parece esconder algo sério ou estar fugindo de alguém. Mas Heidi segue alheia ao perigo de abrigar uma total estranha em casa. Porém Chris, seu marido, e Zoe, sua filha, têm plena convicção de que Willow é um foco de problemas e se mantêm alertas. Em um crescente de tensão, capítulo após capítulo a verdade é revelada e o leitor irá descobrir quem tem razão.



Conforme a sinopse explica, Heidi trabalha em uma ONG em Chicago e diariamente pega o trem para chegar ao trabalho. Um dia, ela avista uma jovem carregando um bebê em seu colo. Fica claro que ela mora nas ruas e sua situação mexe muito com Heidi.

Após ver a jovem mais de uma vez no mesmo local, Heidi toma uma decisão impulsiva e resolve levar ambas para casa. A protagonista não consulta o marido ou espera para ver a reação de sua filha. Ela vê uma jovem em uma situação crítica e decide ajudar. A grande questão é: quem é essa Desconhecida?

Willow é uma jovem que passou por muita coisa em seus poucos anos de vida. Apesar de todos os obstáculos que encontrou, tudo o que ela deseja agora é manter sua bebê Ruby saudável. Willow é a personificação das jovens que acabam indo morar nas ruas por falta de opção, sejam por saírem de lares violentos ou por sofrerem abusos ou negligências.

O marido de Heidi, o Chris, sente-se desconfortável com o novo ajuste, mas convenhamos: ele nunca está em casa. Ou trabalha até tarde no escritório ou realiza longas viagens a trabalho, acompanhado de uma jovem colega de trabalho.

Zoe tem doze anos de idade e está naquela fase em que não quer mais passar tanto tempo com a mãe, preferindo ficar sozinha ou com os amigos. Para Heidi, sua vida é extremamente solitária e ter um bebezinho em casa novamente é algo que a acalenta.

A trama vai se desenvolvendo até um ponto em que Heidi fica quase que obcecada por Ruby, questionando até mesmo se Willow deve permanecer na casa ou se ela é apta para cuidar sozinha da própria filha.

O livro é simplesmente maravilhoso. Existem momentos tensos onde o leitor não sabe o que vai acontecer em seguida e revelações chocantes. É o tipo de thriller que prende a atenção do início ao fim do livro, pois todos guardam segredos. Todos mentem.

"Descubro que mais de mil crianças morrem por ano, em nosso país, vítimas de abuso ou negligência por parte de seus cuidadores. Mais de três milhões de abusos infantis são comunicados a cada ano por professores, autoridades locais, amigos da família, vizinhos ou por onipresentes telefonemas anônimos que o serviço de proteção à criança recebe. O abuso infantil pode resultar em danos físicos: hematomas e fraturas, suturas, danos à medula, ao cérebro, pescoço, queimaduras de segundo e terceiro graus. Com relação ao estado emocional, o abuso também é prejudicial, levando à depressão até as vítimas mais jovens, isolamento, comportamento antissocial, desordens alimentares, tentativas de suicídio, atividade sexuais ilícitas."



Um comentário

  1. Me interessei pra ler esse livro, incluirei na minha lista

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