Resenha: As Estações do Medo - Pablo Madeira, Renan Merlin, Helena Dias, Lucas França

Editora: Xeque-Mate
Páginas: 204
Ano: 2017
Gênero:  Horror / Literatura Brasileira / Suspense e Mistério / Terror
Onde Comprar: Amazon

*Parceria com autora Helena Dias 

Sinopse: Fontesville é uma pequena cidade escondida no mapa, mas ao contrário de ser uma localidade pacata, ela possui muitos segredos sombrios que podem afetar a vida de quem se atreve a fazer uma parada em seus domínios.
Não importa a estação do ano, o medo impera todos os dias, e os estranhos habitantes sempre tem alguma coisa a esconder. Sangue, possessão, ocultismo, espíritos e muitos mistérios aguardam os visitantes.
Tente não se demorar na cidade, ou você pode ser o próximo a vivenciar o horror e sentir na pele os piores segredos que uma pequena cidade pode esconder.




Estações do Medo trás quatro contos de autores nacionais e os mesmos se interligam de maneira intrínseca, levando o leitor a ansiar por cada página virada, pois a curiosidade é minha fiel companheira e foi impossível parar até ter virado a última página. Cada autor tem sua característica bem acentuada de escrita que diferencia uma da outra e ao mesmo tempo completam-se trazendo ao leitor um verdadeiro "show de horrores" no sentido bom, ou seja, contos que mexem com a imaginação do leitor, contos despudorados de empatia ou beleza.. Contos macabros, insanos e cruéis! Estão preparados para Fontesville? Confesso que geralmente tenho meus receios com autores nacionais e principalmente contos vindos dos mesmos, mas aqui, nesta obra eu fui surpreendida e mais uma vez tive a certeza no quanto valeu cada momento que passei lendo esta obra.

Falando do prefácio, algo que não costumo mencionar com frequência, pois nem sempre me empolgam ou merecem uma atenção especial... Mas em Estações do Medo preciso dizer que a Ananda Veloso, autora da trilogia Círculo dos Imortais (que ainda não li, mas já quero ler), consegue de maneira intrínseca captar completamente o que estaria por vir nas páginas adiante e por o leitor completamente absorto por suas palavras que menciona inclusive um autor que eu simplesmente amo, que é Edgard Allan Poe.

"Ao ler os contos desta obra, senti-me inevitavelmente perturbada por cada história... São viscerais cada um destes textos. São arrepiantes, essencialmente malignos. Fez-me questionar até onde o Mal era sobrenatural, ou se de fato não era uma ação conjunta, humano e quimérico em sublime harmonia..."
Por Ananda Veloso.
E foi a partir deste prefácio e pelo início do conto de Pablo Madeira que eu não resisti; e uma leitura que seria apenas minha, particular, se tornou uma leitura realizada por mim e pela minha filha Ana Júlia, que adora contos de terror e se sente tão atraída quanto eu pelo sobrenatural,  pela mente humana e por contos que nos deixam arrepiadas.

Primavera:

"Porque está gritando? Eu ainda nem te cortei..."
(A hora do pesadelo)

O conto de Pablo Madeira trás de maneira crua e direta a história de uma mãe que vive um fracasso na relação tendo se separado do marido. Ela coloca a culpa em diversos momentos no filho, que é esquisito, pois não tem o hábito de rir, falar ou demonstrar sentimentos, ainda que tenha sido investigada sua "estranheza", os médicos insistem em dizer que está tudo ok com o garoto. Seu ex a culpou pelo estado do garoto, maiores detalhes, apenas quando lerem, mas deixo claro que foi injusto. Um dia seu ex marido passou a chegar mais tarde e por fim a estava traindo e se separaram. Percebemos a frustração de Clarice em diversas cenas do conto com relação a essa separação e muitas vezes culpando seu filho por todo fracasso.

"... Clarice tentou de tudo, mas o menino não parecia nunca querer sorrir ou conversar e até chegou a brigar com os psicólogos, que garantiam que ele não era autista, o que ela acreditava ser uma possibilidade... Clarice tentou de todas as formas possíveis engravidar novamente, para dar um filho "normal" para Marcos... No fundo, ela sabia que a culpa do seu casamento ter fracassado não era do garoto, por ser estranho, mas não conseguia deixar de imaginar que ele era o motivo pelo qual seu esposo estava procurando outra mulher; para ter o filho perfeito - aquele que ela jamais conseguiria ter."

Porém, Clarice decide ir com seu filho Adam para um Chalé em Fontesville, um lugar praticamente fora do mapa; lá ela espera encontrar um pouco de paz e quem sabe colocar os pensamentos no lugar. Só que a viagem não sai nada como planejado. Ela pega um atalho indicado por um senhor, dono de uma lanchonete, que por sinal, apesar de tanta limpeza com o local e manter uma aparência limpa e arrumada, possui um hálito podre esquisito, que só pode ser problemas estomacais, segundo nossa protagonista.

Sério.. Clarice foi muito ingênua, quando percebeu em que enrascada se meteu, ela até que me surpreendeu com sua disposição de fazer o necessário para salvar o filho ao qual culpava por tanto e se mostra maternal e disposta a tudo para salvar a vida de seu filho; consegue se mostrar inteligente e perspicaz, mas acho que no fim nada disso importa.  Aqui neste conto, percebemos o que foi falado no prefácio, sobre distinguir mal e sobrenatural.. Sobre o âmago das pessoas e o que elas podem guardar dentro de si.
Eu gostei do conto de Pablo Madeira o autor conseguiu nos prender à leitura (minha filha e eu) e ficamos envolvidas em toda aquela maldade insana e situações atípicas. Pensando exatamente o seguinte: "o que diabos aconteceu?". Demos uma pausa de algumas horas e então prosseguimos para o próximo conto..

Verão:

Neste conto de Renan Merlin, ele nos trás Eidan, um jovem recém-formado em busca do seu grande furo jornalístico. Após ver várias notícias em uma busca na internet encontra casos de mortes inexplicáveis e recentemente desaparecimentos de estudantes pela região de Fontesville, a que mais lhe chama atenção é a de um incêndio envolvendo a família Bolton, caso que ocorreu a quase duas décadas e ainda permanece sem explicação - neste incêndio sete membros da família Bolton morreram e um mordomo que por acaso era o avô de Eidan e mordomo da família. Então de cara percebemos que não se trata apenas de um trabalho para ter um grande furo, mas de um rapaz em busca de respostas para algo pessoal. Logo que chega em Fontesville, ainda na estrada seu rádio sai de sincronia e um barulho louco vindo do mesmo quase lhe causa um acidente, por sorte não atropelou ninguém e nem se machucou, porém ao seguir adiante, avista uma criança amedrontada atravessando a estrada às pressas e vai conferir, percebe que o menino parece estar absolutamente assustado, todo maltrapilho, demonstrando enorme medo, ele tenta dialogar com o menino sem muito sucesso, quando um tiro acontece e então o menino aceita entrar no carro de Eidan rumo à Fontesville, e o menino então consegue sussurrar seu nome muito assustado, Adam.

Sim minha gente! O filho de Clarice do conto anterior. Aí a pessoa aqui fica ainda mais intrigada, pois além de amar contos, adoro quando eles se interligam de maneira complementar e nos trás aquela sensação de suspense e terror pelo que mais está por vir e o que esperar (nada de bom, tenho certeza - pois, assim como gosto, não vi finais felizes antes e espero que continue assim rsrs). Aqui já comecei a sofrer por Adam, mais uma vez.. E mais tarde por Eidan, pois já deu para imaginar que nada nessa história poderia ser feliz! Não indo para Fontesville! Depois de toda insanidade do conto anterior.

Bom.. Os dois seguem rumo a delegacia da cidade onde o menino é deixado ainda que contra a vontade de Eidan aos cuidados da polícia local. Ele promete a Adam que irá ficar por perto.. Saindo da delegacia ele tenta achar um local para se hospedar sem sucesso e se depara com várias estátuas de corvos que olham para a mesma direção, resolvendo seguir os corvos encontra um orfanato e em seguida vê os policiais que lhe atenderam na delegacia deixar Adam no local com uma mulher irônica chamada Vivian. Não tem muito o que Eidan possa fazer, e Luca, o policial mais novo e gato, um dos únicos que parece minimamente educado naquela cidade de loucos e desaforados, lhe encaminha ao hotel local, onde é bem recebido pela recepcionista Kate, que também é uma das poucas pessoas educadas e gentis naquela cidade de gente estranha (tudo estranho). A essa altura, Eidan já havia demonstrado a Luca seu interesse real em estar ali e recebido o aviso para deixar a história do incêndio dos Bolton de lado, pois ele não iria querer se meter em problemas.. Mas claro que nada vai fazer Eidan mudar de ideia e ele dá prosseguimento a sua investigação, ao mesmo tempo em que acaba se envolvendo intimamente com o policial Luca. Porém o que estava por vir, nem Eidan e nem eu estávamos preparados.. Pois as descobertas que faz sobre o incêndio e o que de fato aconteceu no passado e o que está prestes a acontecer mudará o curso da história da vida de Eidan para sempre..

O medo é algo irracional que te pega de maneira súbita e te faz sentir uma adrenalina que faz com que você se torne insanamente ágil e ao mesmo tempo não perceba em que tipo de merda está se envolvendo, até que seja tarde demais.. Por este conto, ter cenas mais hot (sexuais) eu limitei o que lia em voz alta para a minha filha. Para finalizar, o autor conseguiu transmitir sua história e deu força a Eiden, um personagem que tem voz, personalidade e não mede esforços para obter respostas. Gostei muito do personagem criado e ainda que esperasse pelo final que ele teve, eu torci o tempo inteiro, por mais bizarro que fosse, pela sua história com Luca e por ele de alguma maneira conseguir sair de toda aquela loucura. Mas o passado se repete de certa maneira e tentando replicar as ações de seu avô, Eiden se depara com o inesperado. Estão curiosos? Se não estão ainda, deveriam! Além de terrivelmente assustados, pois uma coisa vos digo, não tem nada bom até aqui, só medo, terror, insanidade, loucuras, pessoas ruins e quem sabe algo sobrenatural à espreita!


Outono:
Helena Dias abre o conto com as gêmeas Samantha e Sabrina, o que para mim já soou um tanto quanto macabro, tendo tido um lance assim de gêmeos no conto anterior.. Mas aqui a história é um tanto diferente. Durante uma limpeza na casa, feita pela mãe das meninas, com intuito de se livrar das tralhas deixadas pelos moradores anteriores da residência.. As gêmeas acham uma tábua Ouija, e não veem a oportunidade de poder usar a mesma, afinal, esse tipo de coisa sempre atraem crianças, jovens e até adultos. E ao irem para o porão invocam algo, só não imaginavam o que as coisas saíram completamente ao controle e aí em meio ao cheiro estranho de queimado e a sensação de terror ambas após insistiram no nome de que espírito estava por ali, descobre que se chama Moira. De começo elas acharam ter sido apenas uma besteira das duas.. Afinal elas viviam brincando com lendas urbanas.. Foram para a cama conforme seus pais mandaram, no dia seguinte seria o aniversário delas.. Naquela noite antes de dormirem, ambas tentaram entender  o que aconteceu no porão, e não conseguiram, decidindo que a partir daquele momento elas abririam mão dessas besteiras de terror e ficariam com as comédias, mas no dia seguinte quando os pais entram no quarto levando a bandeja de café da manhã, como tradição de todos os aniversários, ninguém, nem mesmo eu, estava preparada para a cena descrita. Uma delas havia morrido e a outra que sobrevivera estava tão apavorada quanto seria possível estar em uma situação assim. Sua irmã, morta na cama ao lado, drenada em cada gota de sangue pelos seus pulsos, seus olhos, duas bolas sem vida.. A irmã que sobreviveu teve sua boca costurada e sua expressão, ainda que apenas narrada e não um retrato, ficou nítida em minha mente. Isso tudo ocorreu na primavera, dezembro de 2007. 

Depois disso, temos um salto de tempo para verão, fevereiro de 2008, onde se tinha mais uma vez o incidente do orfanato, do conto anterior, pois a cidade ainda estava chocada com os acontecimentos de final de ano e começo de ano.. Na delegacia, como sabemos, o delegado estava foragido e Luca morto, nada mudou para quem já trabalhava lá, pessoas foram substituídas e a vida daquele cara insuportável que ficava atrás da mesa no conto anterior permanecia quase a mesma, pelo menos sua função frustrante na delegacia. Pois ele conheceu Moira e se apaixonou por ela. Ele sabia sobre o ritual das irmãs bruxas, mas jamais imaginou que Moira pudesse ser parte de sua vida.

Não quero dar muitos spoilers, mas digamos que Moira está presente nesses contos desde o início.. lá na primavera.. Até os momentos atuais, ela era um espírito e com o ritual completo, ela conseguiu finalmente se restabelecer e contou toda sua história e tudo que estaria prestes a realizar, algo interrompido fazia anos. Quando eu penso que não poderia mas ter nenhum tipo e surpresa, eis que Moira ainda precisa de Maisha.. Para que tudo possa sair como planejado

"Como essa cidade pode ser tão pequena, mas tão perversa?"
Já forte o suficiente, ela compartilha com seu amante, que encontrou Maisha, sua irmã reencarnada e que já é hora de se reunirem. Com isso, Moira, assume uma nova identidade e vai parar em uma casa de repouso para crianças e jovens de Fontesville e lá, é claro, mais mistérios e coisas estranhas.. Mais uma vez nos reencontramos Adam e também com Sabrina, uma das gêmeas do começo do conto. E tem mais gêmeas na história (bizarro! Essas cozinheiras da casa de repouso).

Bom, não tem mais muito que eu possa dizer que não sejam spoilers imensos, então vou me ater ao fato de que esse conto é esclarecedor e aterrorizante em sua crueldade, maldades, explicações e afins.. Helena Dias com maestria começa a nos dar mais explicações sobre o que está de fato acontecendo nessa cidade bizarra e seus habitantes.. E vos digo nem mesmo crianças são poupadas... 

Inverno:

Este é o conto de Lucas França e ouso dizer minha estação favorita no ano todo.. Então conheceremos Kevin e um pouco de sua história.. Que com apenas dez anos presenciou em um hospital o assassinato de um idoso em coma sem poder dizer nada e mais tarde recebeu notícias de sua tia Abigail, que o mudariam para sempre... Kevin sequer pode falar algo, já que havia ficado mudo após o acidente, que não o permitiu sequer dizer adeus aos seus pais. O mais engraçado é que quando tudo isso ocorreu e seus pais morreram ao mesmo tempo, apenas sua tia Abigail estava lá e deu-lhe um caderno para que pudesse expressar ali seus sentimentos, enquanto ele fazia isso, e sua tia materna falava com a enfermeira, notou que um dos blocos de montar com o qual brincava estava manchado, que mais lembravam peças de algo que se quebrou ao invés de um brinquedo para crianças. Kevin era jovem demais para saber o que significava aquele bloco, mancha ou tudo aquilo, de fato sequer poderia se lembrar, pois Kevin não havia nascido naquela época e apenas poucos funcionários daquele hospital conheciam a historia por trás disso. Ninguém poderia imaginar o que ficou para trás, nem mesmo que Kevin segurava um objeto que continha o sangue de um homem que fora esquartejado. Muitas coisas estavam por vir, coisas que ninguém poderia imaginar... Não apenas naquele quarto de hospital, não apenas no hospital conhecido por muitas estranhezas. Enquanto sua tia permanecia distraída com a enfermeira, Kevin recebeu uma visita em seu quarto que estranhamente o fisgou convidando-o a andar pelo hospital. O homem parecia um paciente dali, devido ao seu estado físico, e ao tocar Kevin, foi como mágica, ainda que o menino não quisesse segui-lo, não seria capaz de se livrar daquela pegada e a partir dali ele viveu momentos intensos de terror mudo. E ali Kevin teve contato com um ser estranho que lhe mostrou um terror inimaginável de maneira sorridente e depois foi embora, deixando o menino aterrorizado e só, percebendo que havia urinado pernas abaixo de tanto medo e o homem estranho saiu com uma confiança estranha.. Kevin não sabia quem era e porque aquele contato estranho.. Mas seu futuro estava marcado e com certeza ele veria aquele homem novamente, ainda que desejasse o contrário.

Sua tia Abigail, assumiu a responsabilidade por seu sobrinho e resolveu mudar-se da capital para uma cidade mais tranquila, Fontesville, onde ela cresceu e acreditava ser o melhor para seu sobrinho. Sua tia era herdeira de seu falecido marido e ao chegar na cidade ficaram na casa de uma antiga amiga, só que ali, Kevin reencontrou o misterioso homem do hospital, fazendo-lhe promessas de que se divertiriam muito juntos.. Em outro dia, ao passar com sua tia por uma banca de jornal se depararam onde resolveram comprar um jornal para estarem a par das notícias locais.

"ORFANATO MAL-ASSOMBRADO?
História de um jovem chamado Eidan..."
"DESAPARECIMENTO NA CASA DE REPOUSO PARA CRIANÇAS E JOVENS DE FONTESVILLE.."

Após isso, eles foram com o corretor de imóveis até o local que seria sua casa. Um castelo, não exatamente um castelo ou um lugar acolhedor, mas um lugar que já me deu frio na espinha só de imaginar.

Essa história, mais uma vez nos trás personagens já velhos conhecidos e situações novas, mas que se complementam com as outras.. Nos deixando em um estado de pura ansiedade pelo que possa estar por vir.

Todos os autores souberam de maneira nítida, clara e crua destrinchar o terror do ser humano, ou mente humana e até mesmo sobrenatural que parece estar à espreita, ainda que pensemos em seres insanos e obcecados.. Em muitos momentos foi possível sentir o medo rondando os personagens, assim como o mal à espreita e a vontade que dava era gritar para aqueles personagens, os não loucos, ou as vítimas, ou se preferir, os não "possuídos", seja pela insanidade ou outra coisa, que corressem para bem longe..
Gostei muito dos contos.. Em um ou outro ponto eu esperava um algo mais ou algo diferente um pouco.. Mas confesso que ainda assim, fui completamente surpreendida pela criatividade dos quatro autores e todos souberam nos dar início, meio e fim para aquilo que comecei achando ser apenas mais um conto de terror.

Gostei de todos os contos.. Mas acho que o desfecho de tudo foi o que mais me chamou atenção e ouso concordar plenamente..

".. algo temeroso sempre poderia acontecer na vida dos dois - ou na de qualquer um, afinal, a própria palavra já nos fala: vida. Ela nos dá medo todos os dias, não importa a estação."

E com essas palavras retiradas do livro, finalizo essa "imensa" resenha, que tentei muito diminuir, mas se descrevesse menos, não atingiria o objetivo de demonstrar minha satisfação com a leitura e nem despertar a curiosidade dos amantes do gênero. Vale a pena checar por vocês sobre o que estou falando! Espero que Fontesville lhes tragam uma experiência tão inesquecível, quanto nos trouxe.

A edição da Xeque-Mate arrasou. Trazendo um livro com valor acessível e muito bem acabado, revisado e com uma aparência interna digna de livros "caros" e não tão relevantes.

16 comentários

  1. O livro te uma história cercado de muitos mistérios em relação a essa cidade de Fontesville, essa é um tipo de história que deixa o leitor preso a história, os contos são incríveis, pra quem gosta de contos de mistérios, de horror vai gostar muito do livro,bjs.

    ResponderExcluir
  2. Adorei essa dica de leitura, já anotei aqui para mim. Estou super a fim de renovar minhas leituras, e adoro acompanhar as dicas que vejo. Depois te conto o que achei, mas parece que vou gostar bastante. Muito obrigada!

    ResponderExcluir
  3. Muito interessante essa história, cidades pequenas guardam tantas histórias até mesmo no mundo real. Fiquei muito curioso por descobrir cada segredo e sentir o mesmo medo.
    Ótima sugestão!
    Abraços! 😊

    ResponderExcluir
  4. Eu já fiquei preso na história só por ler a resenha e a sinopse, acho que foi a melhor dica de leitura que já obtive. Quero muito esse livro e quero muito saber o que acontece na cidade que tem tantos segredos. A autora deu um show com esse livro e já ganhou mais um fã. Sua resenha também está espetacular, mas isso já não é novidade rs. E só pra constar a capa é extremamente bem feita, muito linda!

    ResponderExcluir
  5. Simpatizei com o título e ao ler a sinopse e a resenha fiquei com a curiosidade aguçada. Que segredos horripilantes são esses que assombram a pequena cidade? Quero ler esses contos para conhecer o desfecho que a surpreendeu. Quero sentir o medo que aterroriza os personagens! Obrigada pela indicação!!

    Bjs!

    Bjs!

    ResponderExcluir
  6. Olá!Confesso que não sou amante do gênero,mas ao ler a sinopse despertou uma curiosidade incrível com estes mistérios e segredos que a Fontesville nos reserva,me pareceu assustador e atraente ao mesmo tempo,vou indicar para minha filha que é amante do gênero.
    Grata pela indicação!Bjss

    ResponderExcluir
  7. Oi.
    Você atingiu seu objetivo: fiquei com medo só de ler a resenha. Mas também fiquei curiosa. Acho interessantes livros de contos que se interligam e mais interessante ainda saber que autores diferentes conseguiram fazer isso tão bem.
    Com certeza conseguiu despertar meu interesse.
    Beijos.

    ResponderExcluir
  8. Oi
    Que livro interessante despertou minha curiosidade para ler ele,embora não ser muito minha praia esse tipo de gênero meu filho que é louco por livros que ia adorar esse,vou mostrar para ele,mais a resenha ficou muito boa.

    ResponderExcluir
  9. A história é muito bem construída não conhecia sua resenha está muito boa porém o gênero não é um dos que eu mais simpatizo porém para quem gosta é uma boa dica sua

    ResponderExcluir
  10. Olá, que bacana saber que a leitura te surpreendeu. Eu amei conhecer esse livro pela sua resenha, as quatro histórias parecem se interligar de modos super interessantes e aterrorizantes, mais um livro que já vai pros meus desejados.

    ResponderExcluir
  11. Olá, Karini!

    Eu nunca estarei preparada para ler um livro como esse. Tenho simplesmente pânico de livros de terror (filmes também). Não leio, não assisto, quero distância!kkkkkkk... Essa seria uma ótima indicação para minha irmã, pois ela é apaixonada por histórias do gênero. Vai entender!rsrs

    Não me surpreende o Poe ser mencionado, pois ele é um mestre nesse gênero. Se não me engano vi algum filme com algo de corvo no título e que era inspirado numa obra do autor. Mas faz muitos anos que vi e não lembro direito.

    Sua intenção ao fazer essa resenha longa era mostrar o quanto apreciou a história, mas penso que seu verdadeiro objetivo era me fazer ter pesadelos.rsrsrs Quanto mais eu lia mais assustada ficava, pois minha mente já é fértil o suficiente para ficar criando cenários conforme vou lendo. E eu podia ver os personagens de cada estação e por não saber ao certo tudo o que acontece fico imaginando e isso é o que mais me deixa apavorada. Não sei o que se passou com a mãe do primeiro conto e porque o menino aparece nos outros contos. O conto que mais me assustou foi o das gêmeas, que o sangue de uma foi drenado. Deus do céu! Eu fiquei arrepiada quando li o que você descreveu. Esse tipo de história não é para mim. Se tivesse um livro assim em casa iria até a lata de lixo mais distante (de preferência numa cidade BEM LONGE) e o jogava ali. Não teria paz se dormisse debaixo do mesmo teto que o livro.kkkkkk... Sim, sou medrosa a esse ponto.

    Quero essa história bem longe de mim!rs


    Bjs!

    ResponderExcluir
  12. Oi Karini!
    Eu não conhecia esse livro, mas fiquei curiosa para saber mais sobre os contos. Não sou das maiores fãs de contos, principalmente quando são de diversos autores, mas esse conseguiu me deixar curiosa.
    Bom saber também que a edição está boa, tanto a parte do acabamento quanto a revisão!
    Bjss

    http://umolhardeestrangeiro.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  13. Quero esse livro pra ontem!!! Até já salvei a foto para na minha próxima compra ele esteja em meu carrinho. Aforo esse estilo de leitura e estou extremamente curioso para saber na íntegra o que se passa em todas essas estações macabras. É a minha cara essa obra!!!

    ResponderExcluir
  14. Oi Karini! Você gostou mesmo destes contos! Deu pra perceber pela empolgação da resenha! Eu confesso que gostei demais também destes pedacinhos das histórias que você contou, sem exatamente entregar tudo! Adorei mesmo, e a medida que a gente vai lendo, até esquece que é nacional! Uma surpresa! Quero muito ler!

    Bjoxx ~ www.stalker-literaria.com ♥

    ResponderExcluir
  15. Oi tudo bem?
    Eu não conhecia a obra e nem a editora, além disso, achei a proposta desse livro bem interessante e apesar de não ler muitos contos gostei de saber da ligação entre eles e do fato q o livro prende desde o prefácio.
    Bjo

    ResponderExcluir
  16. Olá Karine, nunca tinha visto nada desse gênero na literatura brasileira, o que me chamou muita atenção. Curti bastante as resenhas dos quatros contos. Elas ficaram muito bem escritas.
    Entrei nessa de contos a pouco tempo, e tenho gostado bastante. Achei bem legal o fato da sua filha ler junto com vc.

    Ainda não conhecia a editora, e achei essa capa bem interessante. Parabéns pela resenha.

    Beijos

    ResponderExcluir