Resenha: Sem Saída - Taylor Adams

Editora: Faro Editorial
Páginas: 272
Ano: 2019
Gênero: Ficção / Suspense e Mistério
* Recebido em Parceria com a Editora
Sinopse - A universitária Darby Thorne já tinha problemas demais. Sem sinal de celular e com pouca bateria, ela precisava dirigir em meio a uma nevasca para visitar sua mãe que fora internada às pressas e poderia morrer, mas o mau tempo a obriga a fazer uma parada. Num estacionamento no meio do nada, Darby se depara com uma criança presa e amordaçada dentro de uma van. Aterrorizada, ela precisa manter a calma. Mais que descobrir quem é o proprietário do veículo, é fundamental escolher quem, dos quatro desconhecidos no local, pode ser um aliado para ajudar no resgate. O desafio são as consequências: isolados pela neve, qualquer deslize pode ser fatal. É preciso resistir até o amanhecer, mas o perigo aumenta e cada minuto pode ser o último.

Darby Thorne é uma jovem no início dos vinte anos de idade que está no segundo ano da Universidade do Colorado. Ao invés de ir passar o natal com a família, Darby decidiu ficar no campus, mas no dia 23 de dezembro recebe uma mensagem de sua irmã Devon avisando que a mãe das duas está internada em um hospital e não tem muito tempo de vida.

É nesse momento que Darby resolve enfrentar a nevasca que está ocorrendo e entrar em seu carro, rumo a sua cidade natal, para se despedir da mãe.

O caminho é longo e as estradas estão com menos visibilidade a cada quilômetro avançado, até chegar a um ponto que a protagonista se vê obrigada a estacionar em uma parada de carros.

O local é um verdadeiro cenário de filme de terror: isolado, sem sinal de celular, com algumas mesas e cadeiras. E quatro estranhos ao redor da protagonista.

"O desafio são as consequências: isolados pela neve, qualquer deslize pode ser fatal. É preciso resistir até o amanhecer, mas o perigo aumenta e cada minuto pode ser o último."
A limpeza das estradas ainda levaria horas para acontecer e Darby decide ir até o estacionamento para conseguir sinal em seu celular e tentar conseguir notícias de sua mãe. É quando, por acaso, ela tem um vislumbre de uma garotinha presa em um carro. No primeiro momento, Darby acredita que está imaginando coisas, mas ao se aproximar do carro em questão, ela fica chocada com o que encontra: uma garotinha toda desgrenhada presa no que parece ser um canil portátil.

"Era um cadeado circular com segredo prendendo uma treliça de barras metálicas, que a mão da criança havia segurado. Era como se a criança estivesse em um canil portátil." 

Com as temperaturas caindo a cada hora, Darby sabe que se não fizer algo, a garotinha pode morrer de hipotermia, mas também sabe que não tem para onde fugir ou em quem confiar. Os quatro estranhos poderiam estar trabalhando juntos e mesmo que esse não fosse o caso, a pessoa que realizou o sequestro poderia estar armada e tudo terminaria em um banho de sangue.

A situação torna-se uma questão de sobrevivência. Um jogo de paciência e movimentos estratégicos Darby. O enredo é tão fluido que o leitor consegue imaginar as cenas durante a leitura e até mesmo enxergar a história em questão sendo adaptada para as telinhas.

O ritmo da narrativa é marcado pela divisão das partes do enredo: anoitecer, noite, meia-noite, hora das bruxas e amanhecer. Os títulos são uma contagem regressiva emocionante, que deixa o leitor vidrado até a última página.
"Um saco plástico puxou o rosto de Darby por trás. Ela gritou, mas o grito ficou preso dentro da boca." 

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