Resenha: A cova da minha irmã - Tracy Crosswhite # 1 - Robert Dugoni

Editora: Pausa
Páginas: 388
Ano: 2020
Gênero: Ficção / Crime / Suspense e Mistério
* Recebido em Parceria com a editora.
Sinopse - Eles achavam que tudo tinha sido enterrado no passado. Até que os ossos apareceram… Tracy Crosswhite passou vinte anos questionando os fatos em torno do desaparecimento de sua irmã Sarah e do julgamento por assassinato, logo em seguida. Ela não acredita que Edmund House - um estuprador convicto e o homem acusado pelo assassinato de Sarah - seja o culpado. Motivada pela oportunidade de obter justiça de verdade, Tracy tornou-se uma detetive de homicídios da polícia de Seattle e dedicou sua vida para encontrar assassinos. Quando os restos mortais de Sarah são finalmente descobertos perto da sua cidade natal, Tracy está determinada a obter as respostas que sempre buscou. Enquanto procura pelo verdadeiro assassino, ela desvenda segredos obscuros, guardados há muito tempo, que mudarão para sempre sua relação com o passado - e abrem a porta para um perigo mortal.

Narrado em terceira pessoa, "A cova da minha irmã" tem como protagonista a detetive Tracy Crossewhite, uma mulher de quarenta e poucos anos que, após alguns anos trabalhando como professora decidiu tornar-se policial.

O motivo da mudança de carreira está relacionado com a história de sua família. Vinte anos atrás, Tracy e sua irmã mais nova Sarah estavam participando de um concurso de tiro e quando o concurso terminou, Tracy foi para a casa do namorado e Sarah, com 18 anos de idade na época, iria direto para casa. Só que a jovem nunca chegou ao seu destino e Tracy passou a vida inteira se culpando por não ter acompanhado a irmã caçula.

As duas moravam com os seus pais na pequena cidade de Cedar Grave, que também ficou marcada pelo sumiço de Sarah. A família de Tracy desmoronou e mesmo quando o xerife Roy Callaway prendeu Edmund House pelo crime, Tracy não se conformou.

Para a protagonista, alguma coisa estava errada e ela passou décadas lendo e relendo as provas, analisando cada detalhe e o sumiço de sua irmã tornou-se uma obsessão.
"Depois de 20 anos, a probabilidade de encontrar Sarah viva era ínfima. Mesmo assim, a esperança tinha permanecido em uma pequena parte dela, a parte que Tracy compartilhava com outras famílias cujos entes queridos tinham sido sequestrados e nunca localizados. Era parte de todo ser humano que se agarrava à esperança, não importava qual improvável, de contrariar as probabilidades." (p. 43)
E agora Tracy recebe uma ligação informando que o corpo de Sarah foi finalmente encontrado. O que deveria ser o encerramento de um longo caso, torna-se a chave para a verdade.
"Os ossos estavam atolados na terra, como um fóssil sendo escavado." (p. 20)
Tracy retorna à Cedar Grove e mal chega a cidade e já percebe que Roy Callaway, agora com 65 anos de idade e prestes a se aposentar do cargo, não está feliz com sua presença e questionamentos. Ele começa a usar a influência que tem para tornar a vida de Tracy mais difícil, mas isso só a deixa ainda mais determinada a descobrir o que está acontecendo.

Alternando entre o presente e o passado, a obra vai se desenvolvendo de uma forma coesa e muito bem trabalhada.

O autor caracteriza muito bem Cedar Grove, suas descrições da cidade pequena, seus habitantes e como todo mundo se conhece, dando a história maior vivacidade.

Tracy é uma ótima protagonista. É inteligente, perceptiva e determinada. Ela não se deixa intimidar e ainda conta com o apoio do seu parceiro, o Kins, que a ajuda não apenas dando apoio emocional, mas cobrindo sua ausência quando necessário, já que o chefe dos dois não é muito fã da Tracy.

Temos também outros personagens de Cedar Grove, como Vance Clarke, o promotor de justiça do condado e Finlay Armstrong, um dos delegados de Roy, além de Dan, amigo de juventude de Tracy e advogado.

Para aqueles leitores que são fãs de um bom livro policial recheado de suspense e reviravoltas, "A cova da minha irmã" é uma ótima pedida.

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