Resenha: Em queda livre - Julie Johnson

Editora: Pausa
Páginas: 284
Ano: 2019
Gênero: Ficção / Romance
* Recebido em Parceria com a Editora
Sinopse - A jovem de 20 anos Brooklyn “Bee” Turner já conhece o luto. Depois de testemunhar o brutal assassinato de sua mãe aos seis anos, Brooklyn cresce mantendo todos à distância. Quando tropeça, literalmente, em Finn Chambers - o vocalista de uma banda local e o homem que atrai todas as mulheres do campus - ela está despreparada para a insistência dele em fazer amizade, e para a perigosa atração que começa a sentir. Porque com Finn, ela sabe que seria mais do que apenas sexo. Mais do que apenas amizade. E talvez até mais do que apenas amor. Quando uma presença sinistra do seu passado ressurge, Brooklyn é levada ao limite. Pela primeira vez em quinze anos, ela irá confrontar sua tristeza e suas memórias, enquanto joga um jogo mortal de gato e rato com um inimigo inesperado.


"Em queda livre" conta a história de uma protagonista que viu o seu mundo ruir diante dos seus olhos e precisa reaprender a confiar e amar.

Conforme a sinopse explica, quando "Bee" tinha apenas seis anos de idade ela testemunhou a morte de sua mãe. Depois disso, a vida da protagonista perdeu suas cores e ela conviveu com a indiferença.

Por isso, aos vinte anos de idade, Bee não confia em ninguém. Não tem relacionamentos. E não se envolve emocionalmente com as pessoas.

Até mesmo sua melhor Lexy, com quem divide um apartamento, não sabe sobre o que aconteceu com ela na infância. Mesmo agora, enquanto ela cursa o segundo ano do curso preparatório de Direito, Bee não consegue se livrar do passado, pois os pesadelos nunca vão embora. Apesar disso, a protagonista segue dia após dia em um mundo sem cor até cruzar o caminho de Finn Chambers.
“- Bom, pela minha experiência, as coisas de que mais temos medo acabam sendo as que mais valem a pena.” (pág. 92)
Enquanto que Lexi e metade da faculdade sabe tudo sobre o aluno transferido no ano anterior e que está em seu último ano de faculdade, Bee não poderia se importar menos. Finn é o "cara": é bonito, misterioso, é vocalista em uma banda e tem uma mulher diferente na sua cama todos os dias. Acontece que Bee não tem uma boa primeira impressão de Finn, mas o rapaz está determinado a fazer parte da vida dela de qualquer forma.

Sendo bem sincera, a parte da dinâmica do casal é bem clichê. Bee e Finn ficam se provocando, tornam-se amigos e depois algo mais. Mas mesmo sendo uma construção já conhecida, a autora Julie Johnson escreve de forma fluida e dinâmica, fazendo com que o leitor fique encantado com o romance.

Temos também o toque de suspense, onde acompanhamos alguém tentando prejudicá-la e temos que descobrir sua identidade e o que a motiva. Em muitos momentos, Bee demonstra uma personalidade imatura, irracional e por que não, infantil, o que é um pouco irritante durante a leitura.

Lexi também não se destacou no livro. Além de algumas frases motivadoras e saídas para baladas, pouco fez que nem vale a pena comentar.

O diferencial no enredo está justamente no passado da protagonista, no que ela testemunhou e em como a vida dela foi afetada por isso. Bee está passando por um momento de crescimento pessoal, onde tem consciência de que precisa amadurecer emocionalmente e só vai conseguir isso com ajuda e muita paciência daqueles que estão ao seu redor.
“Existe uma música para todos os sentimentos, amor. Toda lágrima, todo sorriso, toda dor e toda vitória. A música toca a alma e a despe. É nossa própria essência. Mesmo que você não tenha ninguém a quem recorrer e se sinta sozinha, lembre-se de que pode encontrar conforto em baladas e melodias, serenatas e canções de amor.” (pág. 99)

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