Resenha: A queda de Lorde Drayson - Rachel Anderson

Editora: Pausa
Série: Tanglewood
Páginas: 266
Ano: 2019
Gênero: Romance
* Livro recebido em parceria com a Editora.

Sinopse - Quem é ele? Um poderoso Lord ou um humilde servo? Quando Colin Cavendish, o novo Conde de Drayson, informa a Lucy Beresford que ela e sua mãe precisam abandonar a casa que chamaram de lar nos últimos dois anos, Lucy percebe que está de mãos atadas. Elas não têm dinheiro, ninguém para pedir ajuda, e nenhum lugar para onde ir. Como o Conde ousou quebrar a promessa que seu pai fizera aos Beresford sem peso na consciência? Mas a sorte bate à porta da jovem no momento em que ela encontra o Conde ferido e inconsciente no meio da estrada. Quando ele acorda com amnésia, Lucy aproveita a oportunidade para ensiná-lo uma lição de humildade, dizendo que ele é um simples servo. Seu servo, na verdade. E assim se inicia uma encantadora história de um Conde majestoso e uma jovem impetuosa, presos em uma teia tão emaranhada que levanta a questão: conseguirão eles algum dia se libertar?



"A queda de Lorde Drayson" é o primeiro livro da série Tanglewood e tem como protagonistas o Conde de Drayson e a Srta. Lucy Beresford. 
"- Nestes últimos meses em que a observei, sinto como se tivesse observado uma rosa se transformar de botão delicado em algo muito maior. Que flor extraordinária você está se tornando, minha querida." (p. 148)
Lucy é uma jovem no início dos seus vinte anos de idade, filha do falecido vigário . Ela e sua mãe foram acolhidas na casa da viúva da propriedade de Tanglewood, quando o vigário faleceu. As duas vivem uma vida simples, contando com a ajuda de uma jovem criada, a Georgina.

Os dias de Lucy são pacatos, cuidando do jardim e de suas flores, ajudando Georgina nas tarefas (apesar de Georgina desaprovar tais atos) e auxiliando seus vizinhos sempre que possível. Quando sua tia está prestes a dar a luz, a mãe de Georgina decide viajar para auxiliar a irmã e resolve deixar Lucy e Georgina sozinhas, tomando conta uma da outra. Por se tratar de uma área rural pequena, onde todos se conhecem, não há motivos para preocupação, certo?

Colin Cavendish é o novo Conde de Drayson. Com o falecimento de seu pai, sobrou para ele limpar as bagunças deixadas nas propriedades e encontrar formas de tornar as propriedades lucrativas. Sua próxima parada é Tanglewood, propriedade que atualmente encontra-se abandonada e traz mais prejuízos do que lucro.

A ideia de Colin é simples: visitar a propriedade, avaliar os problemas e descobrir se existe uma forma de torná-la lucrativa. Porém, com uma simples avaliação inicial, Colin percebe que é mais lucrativo vender a propriedade do que mantê-la na família. O problema? Tanglewood possui duas hóspedes que até o momento eram desconhecidas para ele.

A primeira impressão que os protagonistas tem um do outro não é das melhores. Lucy sente-se ofendida por ter recebido um prazo de dois meses para se mudar enquanto que Colin acha que o prazo dado foi bem generoso e acredita que a Srta Beresford é mal agradecida.

Quando Colin deixa tudo acertado na propriedade, tudo o que ele mais quer é ir embora o mais rápido possível. Porém, um acidente na estrada faz com que ele retorne à Tanglewood... Com amnésia.... E a única pessoa que diz conhecê-lo é a Srta Beresford, que afirma a Colin que ele é seu empregado.

Lucy não gosta de mentiras. Após uma promessa feita ao seu pai, ela tenta se manter o mais honesta possível. Mas ser despejada do que ela considera o seu lar por um homem que não demonstrou um pingo de compaixão, faz com que o seu lado teimoso aflore. E ela percebe que o novo Conde de Drayson merece uma lição de humildade.
"Ele disse isso tão à vontade, como se estivesse refletindo em voz alta e não fosse para ninguém ouví-lo. Mas Lucy ouviu com clareza aquelas palavras. Elas preencheram sua alma e fizeram seu corpo ficar ainda mais rígido. Elas fizeram seu coração acelerar e sua cabeça girar."(p. 82)
Colin não consegue se livrar da sensação de que ele não é um empregado. Sua personalidade forte, sua oratória polida e um sentimento de não conformidade fazem com que ele questione tudo o que a Srta Beresford diz. Mas enquanto sua memória não volta, tudo o que ele pode fazer é trabalhar duro e aguardar.

Mas o que acontece quando Colin recuperar a memória?

A trama é uma leitura leve e fluida, e com um enredo bem simples, mas extremamente fofo, o livro é sem dúvida, capaz de arrancar sorrisos do leitor.

Os personagens secundários se destacam com suas personalidades marcantes, gentis e compreensivas, como é o caso do Sr. Shepherd, da Georgina e até mesmo da Sra. Beresford. São personagens que trazem uma sensação calorosa durante a leitura.
"Como era triste alguém se esforçar tanto durante a vida toda para chegar a um lugar e, numa questão de dias, regredir totalmente." (p. 84)

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